quarta-feira, 25 de novembro de 2009


C.E. Prof.: Fernando A. Raja Gabaglia

Aluno: Leo Pereira Magalhães de Mello

Prof.(a) Luciana.

Projeto D.E.F.



Instrumentos de navegação




Ampulheta


 

É constituída por duas âmbulas (recipientes cónicos ou cilíndricos) transparentes que comunicam entre si por um pequeno orifício que deixa passar uma quantidade determinada de areia de uma para a outra - o tempo decorrido a passar de uma âmbula para a outra corresponde, em princípio, sempre ao mesmo período de tempo. Eram frequentemente utilizadas em navios (onde se usavam ampulhetas de meia hora), em igrejas e, no início da utilização do telefone, servia, em alguns locais, para contar o tempo despendido numa chamada (no Norte de Portugal, por exemplo, esta prática era comum em algumas casas comerciais).

 

Foi muito utilizada na arte para simbolizar a transitoriedade da vida. A morte, por exemplo, é muitas vezes representada como um esqueleto com uma foice numa das mãos e uma ampulheta na outra.

 

O nome vem do romano Ampulla (Redoma).

 

 

 

Astrolábio

 

 

O astrolábio é um instrumento naval antigo, usado para medir a altura dos astros acima do horizonte.

 

Convenciona-se dizer que o surgimento do astrolábio é o resultado prático de várias teorias matemáticas, desenvolvidas por célebres estudiosos antigos: Euclides, Ptolomeu, Hiparco de Nicéia e Hipátia de Alexandria.

 

Era usado para determinar a posição dos astros no céu e foi por muito tempo utilizado como instrumento para a navegação maritima com base na determinação da posição das estrelas no céu. Mais tarde foi simplificado e substituído pelo sextante.

 

Também era utilizado para resolver problemas geométricos, como calcular a altura de um edifício ou a profundidade de um poço. Era formado por um disco de latão graduado na sua borda, num anel de suspensão e numa mediclina (espécie de ponteiro). O astrolábio náutico era uma versão simplificada do tradicional e tinha a possibilidade apenas de medir a altura dos astros para ajudar na localização em alto mar.

 

Não existem vantagens nem desvantagens entre os instrumentos antigos de navegação; de certa forma são instrumentos perfeitos que atendem suas funções para onde foi projetada, nesse sentido a função do astrolábio é uma e o quadrante é outra. A única diferença (interpretada como vantagem) é o fato de um ser um instrumento terrestre, portanto fixo ao solo, para se usar numa ilha ou num continente e mirar uma determinada estrela próxima ao pólo Estrela Polar e o outro um instrumento de bordo, portátil, mais pesado e próprio para medir a passagem meridiana com a sombra do sol. Sob a precisão, ambos funcionavam bem tanto no hemisfério sul como no hemisfério norte, mas principalmente o astrolábio pelo seu peso era capaz de permanecer na vertical apesar do balanço do navio, portanto, indicado para funcionar embarcado.

 

O desenvolvimento do astrolábio se da com o passar dos séculos. Os indivíduos mais influentes da teoria na qual o instrumento se baseia foram Hiparco de Nicea, que definiu a teoria das projeções e a aplicou a problemas astronômicos, e Cláudio Ptolomeu que, em seu trabalho Planisferium escreve passagens que sugerem que ele possuía um invento semelhante ao astrolábio. Theon de Alexandria em cerca de 390 DC escreveu um tratado dedicado ao Astrolábio, o qual foi a base de muitos escritos sobre o assunto na idade média. Sua filha, Hipátia de Alexandria, chegou a criar um astrolábio. Um de seus discípulos, Synesius de Cirene, também possuía um invento de características semelhantes. O astrolábio moderno de metal foi inventado por Abraão Zacuto em Lisboa, a partir de versões árabes pouco precisas.

 

O disco inicial foi parcialmente aberto para diminuir a resistência ao vento. O manejo do astrolábio exigia a participação de duas pessoas; consistia em grande círculo, por cujo interior corria uma régua; um homem suspendia o astrolábio na altura dos olhos, alinhando a régua com o sol enquanto outro lia os graus marcados no círculo.

 

O Almirante Gago Coutinho era da opinião que o astrolábio apenas servia para medir a altura do Sol e, numa travessia Atlântica a bordo da barca Foz do Douro, demonstrou experimentalmente a impossibilidade de, em boas condições, se visarem estrelas a bordo com um astrolábio.

 

 

 

Balestilha

 

 

A balestilha é um instrumento complementar da esfera armilar utilizado para medir a altura em graus que une o horizonte ao astro e dessa forma determinar os azimutes, antes e depois de sua passagem meridiana.

 

Durante os séculos XV e XVI. Os Turcos dominaram e invadiram a cidade de Constantinopla. Com isso provocou crise econômica e falta de especiarias como, por exemplo: pimenta, azeite, vinagre.

 

 

 

Histórico Da Balestilha


 

Foi bastante utilizado pelos Portugueses na Época dos Descobrimentos. A versão do instrumento na imagem, consta de um jogo de espelhos e é própria para ser usada em alto mar, através de observações da altura do Sol na identificação da latitude do navio. A origem do seu nome remonta ou de “balhestra”, que significa besta, a arma medieval, ou, mais provavelmente, do árabe “balisti”, que significa altura, nesse caso a vertical do astro.

 

É basicamente constituída por uma régua de madeira e pelo virote na qual se coloca a soalha que corre na perpendicular em relação ao virote. A leitura do ponto onde se encontrava o astro era feita no ponto da escala gravada no virote onde a soalha se encontrava. Para saber a altura do sol, a ação não decorria virada de frente para o astro, mas sim de costas para este, para que a vista não fosse danificada pela intensidade da luz do sol o que limitava o seu uso em terra ou quando o sol encontrava-se perto do horizonte.

 

Terá sido o primeiro instrumento desta época a utilizar espelhos para trazer o astro ao horizonte do mar, mesmo tendo aparecido depois do astrolábio e do quadrante. Existem documentos que comprovam que este instrumento terá sido fabricado até ao início do século XIX. Assim, pode-se intuir que este tenha sido dos instrumentos mais utilizados durante Descobrimentos; supõe-se que tenha sido inventado pelos portugueses. Balestilha é um instrumento complementar da esfera que foi criado pelos portugueses que também é usado pelos mexicanos e árabes.

 

 

 

Esfera armilar

 

A esfera armilar é um instrumento de astronomia aplicado em navegação, que consta de um modelo reduzido da esfera celeste. A esfera armilar foi desenvolvida ao longo dos tempos por inúmeros povos que habitavam o lado asiático. Seus registros constam em pinturas de cerâmica e documentos que os chineses durante o século I a.C. (Dinastia Han) já conheciam a esfera armilar, sabe-se também, que nessa época, um astrônomo chinês Zhang Heng considerado a primeira pessoa a usar engrenagens e mecanismos de articulação hidráulica no eixo da esfera armilar para reproduzir os movimentos da mecânica celeste para fins didáticos, entretanto o nome do instrumento vem do latim armilla (bracelete, anel de ferro), visto que tem um esqueleto feito de círculos (anéis) concêntricos articulados nos pólos com escala de graduações e outros perpendiculares representando o equador, a eclíptica, indicando o curso do sol em relação às estrelas de fundo para os 365 dias do ano, os meridianos e os paralelos.

 

 

Apesar de servir como, o equipamento não é uma defesa dos sistemas heliocêntrico ou geocêntrico e sim um substituto dos conhecimentos da álgebra e trigonometria que permite organizar o movimento aparente das estrelas em pontual. Nesse sentido, a bola no meio das esferas, representando a Terra ou, atualmente, o Sol nada mais são de representações errôneas que não tem a ver com suas funções e sim com o desconhecimento completo com respeito ao instrumento.

 

Nota: Antes do advento do telescópio no século XVII, a esfera armilar já era um instrumento primário de todos os navegantes na correção da posição estimada segundo a posição aparente dos astros.

 

Para fins de posicionamento global, a Esfera armilar, que se tornou num dos emblemas de D. Manuel I, tem por missão projetar o plano de inclinação do observador na esfera superior, não estando previsto provar quem é quem no centro de todas as esferas já que o tanto o observador como as coordenadas da própria terra encontram-se projetadas na esfera superior.

 

Esfera armilar colocada no topo do Pelourinho existente em Constância não possui vestígio algum da esfera terrestre.

 

A teoria mais aceite ou o efeito que mais respondia a questão: Porque o universo não desabava sobre a terra? é que os astros estariam fixos em esferas transparentes e cada uma possuía um diâmetro compatível com sua distância à terra. A partir da lua, as mais próximas, depois do sol, existiam inúmeras outras esferas, uma para cada planeta que era tratado como as estrelas errantes. Embora soubessem que não existiam esferas de vidros no firmamento, resolveram mesmo assim recriar uma universa miniatura que pudessem memorizar a mecânica celeste como num laboratório. Em substituição das esferas imaginárias de vidro, fizeram vários anéis que deram o nome de armilas. Cada armila seria então o círculo máximo de sua esfera que respondia por sua estrela, originando inúmeras armilas. Dispostas umas sobre as outras e com seus próprios eixos, representando o movimento da lua, do sol, das estrelas errantes (planetas), com exceção da esfera terrestre e das fixas que eram representados por uma única armila situada na esfera superior (a mais exterior), uma vez tratar-se o conjunto de uma visão antropocêntrica do universo e que envolve a projeção do plano de inclinação do observador na esfera das estrelas fixas.

 

 

A esfera do Sol, representada pela a armila mais larga era inclinada 66,6 graus medidos do pólo celeste em direção ao trópico mais próximo ou seu complemento 23,4 graus afastado do equador aos trópicos formando um dístico (limitado entre os trópicos) com inscrições que indicavam os Abraxas, termo gnóstico que se refere ao curso do sol com relação às estrelas de fundo nos 365 dias do ano.

 

Na época medieval era muito usado por navegadores do oriente. Os “cosmógrafos” faziam a função dos astrônomos de hoje... (hindus árabes e chineses).

 

 

 

Kamal

 

 

O Kamal foi um instrumento de navegação usada primariamente por navegadores chineses e árabes do Oceano Índico, entre o século XVIII e o século XIX. É um instrumento capaz de determinar a latitude de uma dada região.

 

O kamal, ou tábuas- da- índia, referidas por João de Lisboa servia para marcar a altura a que era observado a Estrela Polar no porto do destino, através de um nó marcado num cordel que estava ligado a um quadrado ou retângulo de madeira. Estendido este à distância de um braço do piloto, devia-se por um dos bordos do quadrado ou retângula observar o horizonte e pelo outro visar a estrela. Todas as noites o piloto teria de conduzir o navio ao paralelo em que o observador coincidisse com uma derrota leste-oeste ou vice-versa, com o objetivo de se fazer uma navegação direta ao lugar que se pretendia atingir.

 

Este instrumento esteve em uso no Oceano Índico até ao século XIX. Prinzep encontrou e fez uma descrição minuciosa que Gabriel Ferrand transcreveu em 1922. Vasco da Gama trouxe um kamal para Portugal. Este instrumento foi usado com insucesso na viagem de Pedro Álvares Cabral.

 

 

 

Nocturlábio

 

 

O nocturlábio é um instrumento de medida histórico usado na navegação marítima para calcular a hora através do movimento das estrelas.

 

 

 

Oitante

 

 

Um oitante é um instrumento de medida da longitude a partir da medida da

altura de um astro por meio de dois espelhos.

 

O oitante foi concebido por John Hadley que, em 1731, o apresentou à Royal Society.

 

Trata-se do primeiro instrumento da família dos instrumentos de dupla reflexão, muito mais simples e rigoroso que o astrolábio, o quadrante ou a balestilha e que introduziu maior rigor na medida da longitude.

 

O oitante, chamado assim pela sua forma de um sector circular de 45º (isto é, de um oitavo de círculo), permite medir ângulos até 90º.

 

 

 

Quadrante

 

O quadrante astronômico, conhecido desde a Antiguidade, foi o instrumento de alturas mais cedo adaptado à náutica: é referido pela primeira vez no relato de Diogo Gomes, que declara tê-lo utilizado numa viagem efetuada por volta de 1460. Os quadrantes usados em astrologia apresentavam, em geral, outros órgãos acessórios, com escalas que davam as tangentes de certos ângulos, linhas horárias e por vezes também, mas só a partir do século XIII, um cursor que se deslocava ao longo da escala de alturas e resolvia certos problemas astronômicos. Com o tempo procurou-se fazer do quadrante náutico um instrumento de precisão adaptando-lhe um nónio ou modificando-o sem lhe alterar a base de construção.

 

Tinha como finalidade tomar as alturas dos astros e era geralmente feito de madeira ou latão. Era um quarto de círculo e possuía os graus de 0º a 90º. Em ambas as extremidades marcadas com o ângulo reto possuía duas pínulas que continham um pequeno furo por onde se apontava ao astro desejado. Era colocado um fio de prumo ao centro, de forma a interceptar a parte graduada. Era graças a esse fio que se lia a graduação que indicava a altura do astro.

 

Já no século XV, o quadrante era utilizado pelos portugueses. Este instrumento náutico foi utilizado pelos portugueses no ano de 1460, ano da morte do Infante D. Henrique.

 

O quadrante permitia determinar a latitude entre o ponto de partida e o lugar onde a embarcação se encontrava cujo cálculo se baseava na altura da Estrela Polar ou a altura de um astro qualquer ao cruzar o meridiano do local.

 

Tinha a forma de um quarto de círculo, graduado de 0º a 90º. Na extremidade onde estavam marcados os 90º tinha duas pínulas com um orifício por onde se fazia pontaria ao astro. No centro tinha um fio de prumo. Observando a posição do fio de prumo lia-se a graduação que indicava a altura do astro.

 

Tanto o quadrante como o astrolábio permitia saber se a embarcação se encontrava mais a norte ou mais a sul, é através da medição do ângulo que a Estrela Polar faz com o horizonte, ou medindo a inclinação do sol, também em relação ao horizonte.

 

 

 

Sextante

 

O sextante é um instrumento elaborado para medir a abertura angular da vertical de um astro e o horizonte para fins de posicionamento global navegação estimada, mas nada impede de ser usado para calcular as distancias comparando o tamanho aparente de objetos. O seu limbo tem uma extensão angular de 60º (origem da designação sextante) e está graduado de 0º a 120º. Nele corre uma alidade destinada a apontar o instrumento ao objeto visado e a realizar a leitura do ângulo medido. Um sistema de dupla reflexão, formado por um espelho móvel e um espelho fixo, permite efetuar a coincidência entre as imagens do horizonte visual e do objeto observado (ou dos dois objeto observados, no caso de se pretender medir o ângulo entre eles). O sextante marítimo, o mais comum, permite realizar medições angulares com uma exatidão de cerca de 0,5 minutos de arco. Devido à sua grande importância histórica na determinação da posição dos navios no mar, o sextante é o símbolo adaptado pela navegação marítima e pelos navegadores há mais de duzentos anos.

 

Foi uma embarcação usada e inventada pelos portugueses e também usada pelos espanhóis durante a Era dos Descobrimentos, nos séculos XV e XVI. Segundo alguns historiadores, o vocábulo é de origem árabe carib (embarcação de porte médio e de velas triangulares — velame latino). De acordo com outros, no entanto, a palavra seria derivada de carvalho, a madeira usada para construir as embarcações. A caravela foi inventada durante os séculos XV e XVI. Os Turcos dominaram e invadiram a cidade de Constantinopla. Com isso provocou crise econômica e falta de especiarias como por exemplo: pimenta, azeite, vinagre e etc. Na caravela tinham no mínimo 40 homens e 4 tripulantes. O máximo de metros era de 30 metros de altura e largura. A caravela é uma embarcação rápida, de fácil manobra, apto para a bolina, de proporções modestas e que, em caso de necessidade, podia ser movido a remos. Eram navios de pequeno porte, de três mastros, um único convés e ponte sobrelevada na popa; deslocavam 50 toneladas. As velas latinas (triangulares) eram duas vezes maiores que as das naus, o que lhes permitia ziguezaguear contra o vento e, consequentemente, explorar zonas cujo regime dos ventos era desconhecido. Apetrechada com artilharia, a caravela transformou-se mais tarde em navio mercante para o transporte de homens e mercadorias.

 

Gil Eanes utilizou um barco de vela redonda, mas seria numa caravela (tipo carraca) que Bartolomeu Dias dobraria o Cabo da Boa Esperança, em 1488. É de salientar que a caravela é uma invenção portuguesa, em conjunto com os conhecimentos que haviam adquirido dos árabes ou muçulmanos.


Conclusão

Esses instrumentos são os primórdios da navegação que conhecemos hoje, é graças a eles que nos temos a nossa navegação de hoje em dia.

 

Sobre os Blogs.

Foi muito ousado da parte da professora usar como modo de avaliação os blogs, pois nunca fora usado em nossa turma esse tipo de avaliação. Porem foi um meio de os alunos estarem interagindo com uma parte da tecnologia que existe hoje.

Foi bom pelos seguintes fatores: foi inovador, foi divertido, teve interatividade com a tecnologia e foi um meio diferente e legal de avaliação.


 

 

 

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Instrumentos_de_navegação

Modificações feitas por Leo Pereira

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